terça-feira, dezembro 27, 2011

que morria.

então você está ali parado, encostado na porta verde de ferro, esperando alguém com algo além.
ninguém vem.
exceto a mãe de seu amigo que parou e lhe deu uma rosa.
escuro se torna, o dia morre, e você se encontra sentado no chão de ladrilhos verdes do banheiro dela. marlboro queimando entre os dedos trêmulos, frágeis.
o cérebro se comprimindo. respira, sôfrega.
"saia sua maldita da minha mente!"
deu vontade de gritar no pequeno espaço, mas era noite que morria e nascia em madrugada, e ai se calava, diante do desespero do último e escasso gole.
"acabou."
a última sensação de segurança se foi, no vento em pequeninos grãos de poeira.

02/02/2011

eu pertenci a muitos lugares antes de pertencer á você.

segunda-feira, dezembro 19, 2011


sabe, que mesmo aos trancos e barrancos a coisa toda está fluindo.
hoje, dia 19 de dezembro de 2011, aprendi que a amargura somos nós que cultivamos por dentro, e só nós podemos dar um fim á ela.
hoje aprendi o que é ser forte de verdade.
porque ser forte não é aguentar a situação ruim, engoli-la como um remédio amargo;
minha força está em por um basta no que me destrói aos poucos.

e foi um longo caminho até aqui.
nunca foi de inteiro bom.
mas sei que com isso, com essa experiência, irei crescer como pessoa e valorizar cada vez mais os momentos bons que a vida trás,
e não pede nada em troca,
não desconta em folha...

porque boicotar a si mesmo a troco de moedas é o maior crime que pode cometer em sua existência.

seja livre.




segunda-feira, novembro 14, 2011


eu quero o escuro da janela fechada.
quero o aconchego de uma luz baixa.
quero o silêncio e a calma dos seus passos de manhã.

quero que você não desista nunca de caminhar assim ao meu lado.

bruno <3




sábado, novembro 05, 2011

tenho abalos sísmicos dentro de mim.
emoções antigas, vão embora.
por favor.

sábado, outubro 15, 2011

domingo, outubro 09, 2011

como não desistir.

o beijo doeu como uma mordida.
os lábios salgados de lágrimas encontraram o ardor entre os cortes sutis da boca.
o choro era assim, algo para se preocupar, porém o motivo a deixava ainda mais frustrada.
era tolo, mas doía.
e o mundo daquele quarto, daqueles dois, havia parado.
- o que eu faço para te alegrar? o que está acontecendo com a minha criança?
sem respostas, só soluços, confusões.
as horas passavam sem piedade, tão rápido que enraivecia.
então veio o sono, uma calma para o coração dessa menina. braços envolvidos apaziguando o mal estar.
tudo estaria em seu lugar enquanto aquele abraço, aquele sono compartilhado durasse.


pois há, mais do que sempre a vontade de desistir. mas existe sempre uma razão para fechar os olhos no fim do dia e dizer "aguenta!".
no meu caso quando paro nesse meu momento, constato sempre que a razão é você.
e enquanto te espero neste final de tarde frio só penso em como não desistir.