quinta-feira, janeiro 24, 2013

quando a gente já não acredita mais pertencer a ninguém e a lugar nenhum. para onde ir?

uma vontade de desprender-se de qualquer coisa que possa ser chamada de "vinculo", "ligação" ou "conveniência".

virar tudo pelo avesso e ver de qual lado caem os dados.

que a mediocridade das esquinas não venha a me consumir,
e que eu tenha coragem de ser mais eu mesma do que o espelho dos outros.

coragem.


quinta-feira, dezembro 27, 2012

2013

apenas peço perdão,
por ter estado ausente, eu não deveria.

uma promessa para 2013?
que venha, vamos lutar. eu vou ficar em pé ao seu lado,

 e venha o que vier, seguraremos as barras que nos forem destinadas.

Mãe , Pai

sexta-feira, dezembro 07, 2012

tanto tanto tanto

me conte das madrugadas.
dos livros que leu;
dos porres que bebeu;
daquele que conheceu...

conte-me como ele te levou de mim,
como foi tão simples assim,
como se já não fossemos mais nada.

vai virar e dizer que sobrou algo que ainda nos fizesse parte constante um do outro?
vai se aproximar e dizer que a culpa não é de ninguém, que as peças que perdemos e a engrenagem que seca dentro de nós são detalhes muito naturais.

ainda tenho fome de você.

3-12-12

sexta-feira, novembro 16, 2012

triste, é.

eu escreveria um livro só sobre o que eu sentia por você.
 das coisas que eu pensava que sabia sobre tudo.
  mas "cê" sabe,
   eu nunca soube nada.

eu só passei pela vida escrevendo, nunca falando;
talvez por isso eu me sinta tão evasiva na maior parte do tempo.
 triste, é
alguém que brinca tanto com palavras, simplesmente, não ter muito o que dizer.
desconfio que não sei nem falar, vai ver eu passei todo esse tempo só escrevendo a minha história em cadernos que foram esquecidos pelas gavetas dos cômodos em que dormia.

vai ver tudo na nossa vida seja de fato cíclico, e nós vamos largando nossos detalhes por ai, como meias velhas ou chaves que não trancam nada.

segunda-feira, outubro 01, 2012

algo sobre desatar os nós.

durante o show do Lenine, eu escrevia.

e das multidões, isolar-se.
abaixo da lua, esconder-se.
um lugar em que não conheça ninguém.
limpo de tudo o que é mau.
dos vícios, dos vínculos - livrar-se.
esmagados pelo peso dos prédios, que crescem por sobre os ombros da gente.
"todo mundo tem direito á vida, todo mundo tem direito igual."
e tanta luz, e tantas sombras de grades - degradê,
num instante distante.

29-O9

segunda-feira, setembro 03, 2012

saudade de encontros, de cafés e risadas.
sorrisos.
da ânsia de encontrar alguém.
de luzes baixas. aconchego.
caminhadas, cachecol. rosto ruborizado.
tenho porém e sobretudo, uma imensa saudade de você. do que você era. e do que representava.
abraços.
era coisa de durar para sempre.
toda vida,
se perdeu.

ainda vamos nos surpreender,
com a palavra escondida nos braços, pulsos, veias e artérias.
na boca que cala,
e não para.

terça-feira, agosto 21, 2012

MAIS.

Eu + o pânico + a ansiedade + a fobia + o medo + a sertralina + o psiquiatra + a depressão + a agonia + a impotência + o tempo  + a magreza + os gatos + as ideias + os sonhos + o isolamento + a fraqueza + os planos + as vontades +a sobriedade + o passado + a música + o silêncio + a solidão + as fotos + o relógio + o querer + a loucura + o barulho + o sol + a lembrança + a dúvida + o telefone + o torpor + a doença + a falta + a saída + a salvação + o café + a televisão + os textos + a saudade + as cores + o amanhecer + as horas + o desespero + os escritos + a janela + a gaiola + a tinta + as pulgas +os papéis + as obrigações + o apoio + a rua + a dó + a fuga + a dor + a cabeça + o cheiro + as mentiras + as tardes + as dívidas + o olhar + os espelhos + as trancas + os filmes + os fragmentos + a precisão + as cartas + os desenhos + as folhas + os quadros + os traços + os reais + os livros + o óculos + os ponteiros + o perfume + as pessoas + o escape + os cacos + as dores + as noites + as luzes + as palavras + as tramas + a realidade + a ausência + a vida.