quando a gente já não acredita mais pertencer a ninguém e a lugar nenhum. para onde ir?
uma vontade de desprender-se de qualquer coisa que possa ser chamada de "vinculo", "ligação" ou "conveniência".
virar tudo pelo avesso e ver de qual lado caem os dados.
que a mediocridade das esquinas não venha a me consumir,
e que eu tenha coragem de ser mais eu mesma do que o espelho dos outros.
coragem.
quinta-feira, janeiro 24, 2013
quinta-feira, dezembro 27, 2012
2013
apenas peço perdão,
por ter estado ausente, eu não deveria.
uma promessa para 2013?
que venha, vamos lutar. eu vou ficar em pé ao seu lado,
e venha o que vier, seguraremos as barras que nos forem destinadas.
por ter estado ausente, eu não deveria.
uma promessa para 2013?
que venha, vamos lutar. eu vou ficar em pé ao seu lado,
e venha o que vier, seguraremos as barras que nos forem destinadas.
Mãe , Pai
sexta-feira, dezembro 07, 2012
tanto tanto tanto
me conte das madrugadas.
dos livros que leu;
dos porres que bebeu;
daquele que conheceu...
conte-me como ele te levou de mim,
como foi tão simples assim,
como se já não fossemos mais nada.
vai virar e dizer que sobrou algo que ainda nos fizesse parte constante um do outro?
vai se aproximar e dizer que a culpa não é de ninguém, que as peças que perdemos e a engrenagem que seca dentro de nós são detalhes muito naturais.
ainda tenho fome de você.
3-12-12
dos livros que leu;
dos porres que bebeu;
daquele que conheceu...
conte-me como ele te levou de mim,
como foi tão simples assim,
como se já não fossemos mais nada.
vai virar e dizer que sobrou algo que ainda nos fizesse parte constante um do outro?
vai se aproximar e dizer que a culpa não é de ninguém, que as peças que perdemos e a engrenagem que seca dentro de nós são detalhes muito naturais.
ainda tenho fome de você.
3-12-12
sexta-feira, novembro 16, 2012
triste, é.
eu escreveria um livro só sobre o que eu sentia por você.
das coisas que eu pensava que sabia sobre tudo.
mas "cê" sabe,
eu nunca soube nada.
eu só passei pela vida escrevendo, nunca falando;
talvez por isso eu me sinta tão evasiva na maior parte do tempo.
triste, é
alguém que brinca tanto com palavras, simplesmente, não ter muito o que dizer.
desconfio que não sei nem falar, vai ver eu passei todo esse tempo só escrevendo a minha história em cadernos que foram esquecidos pelas gavetas dos cômodos em que dormia.
vai ver tudo na nossa vida seja de fato cíclico, e nós vamos largando nossos detalhes por ai, como meias velhas ou chaves que não trancam nada.
das coisas que eu pensava que sabia sobre tudo.
mas "cê" sabe,
eu nunca soube nada.
eu só passei pela vida escrevendo, nunca falando;
talvez por isso eu me sinta tão evasiva na maior parte do tempo.
triste, é
alguém que brinca tanto com palavras, simplesmente, não ter muito o que dizer.
desconfio que não sei nem falar, vai ver eu passei todo esse tempo só escrevendo a minha história em cadernos que foram esquecidos pelas gavetas dos cômodos em que dormia.
vai ver tudo na nossa vida seja de fato cíclico, e nós vamos largando nossos detalhes por ai, como meias velhas ou chaves que não trancam nada.
segunda-feira, outubro 01, 2012
algo sobre desatar os nós.
durante o show do Lenine, eu escrevia.
e das multidões, isolar-se.
abaixo da lua, esconder-se.
um lugar em que não conheça ninguém.
limpo de tudo o que é mau.
dos vícios, dos vínculos - livrar-se.
esmagados pelo peso dos prédios, que crescem por sobre os ombros da gente.
"todo mundo tem direito á vida, todo mundo tem direito igual."
e tanta luz, e tantas sombras de grades - degradê,
num instante distante.
29-O9
segunda-feira, setembro 03, 2012
saudade de encontros, de cafés e risadas.
sorrisos.
da ânsia de encontrar alguém.
de luzes baixas. aconchego.
caminhadas, cachecol. rosto ruborizado.
tenho porém e sobretudo, uma imensa saudade de você. do que você era. e do que representava.
abraços.
era coisa de durar para sempre.
toda vida,
se perdeu.
ainda vamos nos surpreender,
com a palavra escondida nos braços, pulsos, veias e artérias.
na boca que cala,
e não para.
sorrisos.
da ânsia de encontrar alguém.
de luzes baixas. aconchego.
caminhadas, cachecol. rosto ruborizado.
tenho porém e sobretudo, uma imensa saudade de você. do que você era. e do que representava.
abraços.
era coisa de durar para sempre.
toda vida,
se perdeu.
ainda vamos nos surpreender,
com a palavra escondida nos braços, pulsos, veias e artérias.
na boca que cala,
e não para.
terça-feira, agosto 21, 2012
MAIS.
Eu + o pânico + a ansiedade + a fobia + o medo + a
sertralina + o psiquiatra + a depressão + a agonia + a impotência + o tempo + a magreza + os gatos + as ideias + os sonhos
+ o isolamento + a fraqueza + os planos + as vontades +a sobriedade + o passado
+ a música + o silêncio + a solidão + as fotos + o relógio + o querer + a
loucura + o barulho + o sol + a lembrança + a dúvida + o telefone + o torpor +
a doença + a falta + a saída + a salvação + o café + a televisão + os textos +
a saudade + as cores + o amanhecer + as horas + o desespero + os escritos + a
janela + a gaiola + a tinta + as pulgas +os papéis + as obrigações + o apoio +
a rua + a dó + a fuga + a dor + a cabeça + o cheiro + as mentiras + as tardes +
as dívidas + o olhar + os espelhos + as trancas + os filmes + os fragmentos + a
precisão + as cartas + os desenhos + as folhas + os quadros + os traços + os
reais + os livros + o óculos + os ponteiros + o perfume + as pessoas + o escape
+ os cacos + as dores + as noites + as luzes + as palavras + as tramas + a
realidade + a ausência + a vida.
Assinar:
Postagens (Atom)