incontáveis lenços para secar as infindáveis lágrimas.
ele diz que vai voltar,
aquela ponte separando a crença e a desconfiança.
aquele sútil passo entre acreditar no que diz ou ignorar.
quarta-feira, julho 11, 2012
quinta-feira, junho 21, 2012
e seu for embora daqui?
Mas eu? Ah, eu estou aqui, no mesmo banco, no mesmo balcão. Com as
garrafas cheias e os copos vazios.
E o coração?
Destruído e depredado, mas vai aguentando o que vier, e o que der. Não têm sido
fáceis esses dias em que procuro teus rastros pela casa, em que procuro suas
lembranças por onde ando. Tem sido difícil, reaprender a sobreviver nesse mundo
hostil. Tem sido árduo todo o caminho que sem querer me leva até você. Tem sido
vergonhoso estar tão perto de você e você nem me perceber. E tem sido,
sobretudo doloroso, apenas querer um olhar, uma palavra e você não me
proporcionar nem o mínimo disso. E me pergunto, "E se eu for embora
daqui?" Te largar sozinho com todas suas certezas? E se eu for e você nem
sentir o que eu sentiria se você se fosse? E meu Deus, ajuda a dissipar todas
as minhas vontades, meus desejos, minhas urgências. Dissipa todo o meu
amor errôneo, toda consideração, toda intensidade que crio ao redor desta
questão. E me tira todo esse medo, toda essa falta de coragem. Tira-me da sua
história, e da sua vida. Não me ofereça mais a oportunidade para que o nosso
encontro seja feito. Você já me fez gastar a voz e as atitudes. Já me tirou de
mim por muitas vezes e por muito tempo. Eu abomino só olhar-te e sentir a
recusa. Eu iria embora se pudesse, mas já nem sei o caminho de casa.
dói nas entranhas,
querer estar e não estar ao mesmo tempo.
mas sei que dei um fim nisso, que sua ausência ou presença não irá afetar meu estado de espirito, nem meu animo, e nem terá influência sobre minhas alegrias ou tristezas,e por fim, me sinto bem.
sexta-feira, junho 15, 2012
em pedaços pequenos de papel
decifrar olhares e ações. entender a razão que se esconde dentre os gestos. de não mais reconhecer a pessoa frente á você.
desencontrando-se no espaço pequeno.
desencontrando-se no espaço pequeno.
sábado, junho 09, 2012
em seu fim
são paulo, 09/06/2012, e o frio.
deparou-se tola e burra na porta daquele bar.
os sentimentos vividos pela manhã estavam por tragá-la aos poucos.
os e-mails, e as mensagens, e as fotos.
tudo jogado fora, tudo rasgado, tudo limpo.
nenhuma lembrança material que pudesse recordar.
não conseguiria provar a verdade escapando entre seus olhos grandes.
pediu uma dose. e a noite começava,
em seu fim.
as cores iam exaltando-se, e as taças caindo.
derrubando-se e rindo, a todo custo tentava uma forma de fugir daquele estado.
e se parava e aquietava, logo a vontade de chorar voltava.
a impotência diante da situação que vivenciava.
e não falava, não podia falar.
mordaça na boca, e nos sentimentos.
o álcool subindo e ela caindo.
os bancos foram ficando altos e os caminhos tortuosos.
o rosto ia tomando-se daquela vermelhidão característica da embriaguez.
e a vontade de destruir com tudo. de bastar-se para si própria, de não mais precisar.
a carência exacerbada, os braços procurando um corpo, o corpo procurando um afago.
perdida no meio de tanta gente que ela considerava familiar. sentada, sozinha, olhando através da grande vidraça embaçada.
para onde ir ?
deparou-se tola e burra na porta daquele bar.
os sentimentos vividos pela manhã estavam por tragá-la aos poucos.
os e-mails, e as mensagens, e as fotos.
tudo jogado fora, tudo rasgado, tudo limpo.
nenhuma lembrança material que pudesse recordar.
não conseguiria provar a verdade escapando entre seus olhos grandes.
pediu uma dose. e a noite começava,
em seu fim.
as cores iam exaltando-se, e as taças caindo.
derrubando-se e rindo, a todo custo tentava uma forma de fugir daquele estado.
e se parava e aquietava, logo a vontade de chorar voltava.
a impotência diante da situação que vivenciava.
e não falava, não podia falar.
mordaça na boca, e nos sentimentos.
o álcool subindo e ela caindo.
os bancos foram ficando altos e os caminhos tortuosos.
o rosto ia tomando-se daquela vermelhidão característica da embriaguez.
e a vontade de destruir com tudo. de bastar-se para si própria, de não mais precisar.
a carência exacerbada, os braços procurando um corpo, o corpo procurando um afago.
perdida no meio de tanta gente que ela considerava familiar. sentada, sozinha, olhando através da grande vidraça embaçada.
para onde ir ?
"Decidido, eu não volto pra casa
Ao lar, ao corpo e todas as palavras
Que a vontade, conseguir pensar."
sexta-feira, maio 25, 2012
é encanto
- Eu te disse que nós perdíamos muito tempo ficando quietos. Fica assim um silêncio constrangedor.
-O silêncio não é constrangedor. Eu até gosto. É a contemplação de algo encantador.
-Que bom então...
-É, assim é bom.
-O silêncio não é constrangedor. Eu até gosto. É a contemplação de algo encantador.
-Que bom então...
-É, assim é bom.
quarta-feira, maio 09, 2012
saudade de amigo
eu reconheceria aquele all star de poá em qualquer lugar do mundo. mas não era necessário percorrer longos caminhos para encontrar aqueles pés pequeninos.
ela estava sentada num banco alto, debruçada sobre o balcão do bar, rindo e conversando, um copo cheio e os pés não alcançavam o chão.
levaria essa menina embora naquela cena pausada.
ela estava sentada num banco alto, debruçada sobre o balcão do bar, rindo e conversando, um copo cheio e os pés não alcançavam o chão.
levaria essa menina embora naquela cena pausada.
" me deu o dedo,
eu quis o braço e muito mais, agora estou afim
de ficar entre seus rins."
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